FOFOS

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

SOU UMA MULHER INQUIETA...














 
Sou uma mulher inquieta
 mesmo que tenha tudo vivido, continuo a procurar.
Sou uma mulher inquieta,
 cheia de sonhos e desejo.
Recordando um passado que deixou saudades e projetando um futuro melhor.
Sou uma mulher inquieta,
 que muito amou e ainda ama;
 mas encontrou-se e as buscas viraram para seu interior.
Sou uma mulher inquieta,
agradeço porque assim não envelheço não me entrego à solidão.
 Vôo sempre em busca de um novo começo,
 não tenho tempo para perder,
 pois uma parte da vida já se escoou entre os dedos.
No entanto não sei em qual afluente meu destino desviou-se;
 mas caminha hoje para seu interior.

Nem lembro quantas portas tive que abrir e nem quais para mim se fechou.
Na passagem do tempo, só o corpo muda, o espírito não,
 ele permanece, ousado, aventureiro, feroz e altaneiro.
A gente conquista as coisas do mundo invisível,
 tentando encontrar a felicidade que esteve sempre dentro do próprio peito.
Sou uma mulher inquieta,
hoje vou comprar uma passagem só de ida para um futuro cheio de surpresas.
Não importa onde parei o que vale é que quero começar tudo outra vez.
Pois começar é dar para si uma chance.
Sou uma mulher inquieta,
 não quero ficar trancada na tristeza,
 nem nas minhas incertezas, quero sentir-me viva, quero aprender mais,
 já reconheci os meus erros, já sofri, mas também fui muito feliz,
 no entanto continuo sendo.
Uma mulher inquieta,
 pois tudo o que fiz, foi bem feito;
 mas não perfeito, tudo o que sou, aprendi com os amores de minha vida,
tudo o que vou ser, vou reescrever, é a história de minha vida.
Mas quando isso acontecer, e esta acontecendo no dia a dia;
 conservarei em mim só palavra de amor,
o brilho das auroras, o som das risadas dos meus amores e a musica da natureza.
Sou uma mulher inquieta,
 não tenho mais cicatrizes de derrotas,
 aprendi que orar é respirar.
 E que ser feliz é estar aqui.
Sou uma mulher inquieta,
 mas de espírito tranqüilo que conquistou sua paz interior por aprender.
Sou uma mulher inquieta, lutando com o meu emocional todos os dias,
 tentando descobrir as semelhanças e diferenças dos acontecimentos
, as modificações do meu humor e a lidar com os meus momentos de tédios passageiros.
Sou uma mulher inquieta,
 sempre tem algo a ser ultrapassado,
 um obstáculo no caminho me impedindo de realizar um sonho antigo,
 apesar de ser.
Uma mulher inquieta,
 sabe que algumas coisas não mais me interessam,
 meus desejos se modificaram, minhas necessidades ficaram menores.
 Mas me surpreendo bastante, quando sinto em mim a anciã da vida novamente,
 perguntando se existe uma razão...
Sou uma mulher inquieta,
hoje aprendi a diferença;
 lembro que hospedei em mim outras lindas almas e se esqueci alguns detalhes;
 eu fui importante, dei asas, ensinei um pouco, aprendi muito e, no entanto;
 eu fiquei aqui onde ninguém nota que mudei que cresci que melhorei que evolui.
No silêncio de uma mulher feliz, ainda procuro um ser que entenda a minha alma.
Sou uma mulher inquieta,
e cada vez que procuro uma saída, encontro o melhor de mim.
Onde sou vento, sou terra, sou o cheiro doce da florada da serra,
 sou a chuva que molha a planta seca, sou a mentira,
 mas também sou o amor.
Sou uma mulher inquieta,
 que ama a vida pela paz que ala me da,
 pelos sustos, pelos desafios que ela provoca, pelo pão que cai no chão,
 com a manteiga para baixo, pelo espelho que não esconde minhas rugas.
Mais agora eu tenho dois importantes aliados,
O tempo e a paciência...



autora: FLAVY RIBEIRO






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