Qual é a nossa
realidade!
A realidade é um sonho
de uma criança que: modificam-se pelas desavenças, pelas doenças, pelas
separações!
È a da menina ou
menino sofrendo pela rua com fome e frio!
È a da criatura humana
explorada, seviciada, ou é a da criança sorridente, brincando com seu
animalzinho e feliz por ter pais.
Ou a esposa que sonha
com segurança e filhos perfeitos e os perde sem mesmo entender o por que!
E o pai, (marido), que
interrompe o sonho com a perda do emprego, por doença, por vicio!
E a mulher que se
afunda na depressão quando o seu homem vai embora!
Ou o velho que teme o
abandono e a solidão!
Mas apesar de todas as
realidades eu acredito no amor!
Ele tem aparecido nas
mais simples ou estranhas situações.
Não me refiro ao amor
de dor de cotovelo, dor do abandono, tão comum em nossa vida.
Mais sim de momentos
em que temos que enfrentar situações que nos fazem pensar.
“O quanto é
solitário?”.
Sempre que um baque do
destino coloca-nos na realidade do dia a dia.
Nesse dia usamos a
força que nem sabíamos que tínhamos.
Como somos adultos não
temos onde nos esconder.
Vi, este poder
aparecer nos olhos molhados da menina que pergunta.
Por que tinha que
acontecer isto?
Na angustia da esposa
diante da própria impotência em amenizar a dor do amado.
Da mãe que sofre
calada pela dor e com raiva até de Deus.
Vejo-a nos olhos dos
irmãos, na aflição da impossibilidade.
Do pai que já velho
sente nas costas o peso desta cobrança da vida.
Nos tios que
reaparecem numa demonstração de carinho, nos primos que nos fazem favores e nos
abençoados amigos.
Enfim nesta
maravilhosa família que nos somos.
O amor esta em tudo,
mesmo num grande momento de dor, de morte, de um parto ou de um acidente.
“A realidade esta
ali”.
Nas atitudes destes
personagens, vamos construindo a história.
Na dor onde a
confraternização é maior que na felicidade.
Vamos descobrindo
grandes verdades e destacando os mais fortes.
Nestas ocasiões surgem
os bravos que estão lutando com a espada do amor contra inimigos tão poderosos.
‘Amor’!!!
Maravilhosa prova de
coragem de resistência onde uma mulher desponta inteira, linda, segura e
infinita!
Escolheu esta vida?
Provavelmente!
Mais sei que se
encontrou dentro desta prova de amor e dor, e ensinou a muitos como ser forte,
como lidar com a nossa fragilidade.
O amor tem muitos
aspectos e muitas maneiras de podermos demonstrar.
Encontrei a minha
escrevendo.
Se o leitor está
compreendendo, é porque já sofreu por amor.
O amor dói, destrói,
constrói, ele dá forças, responde as indagações, transmuta o ódio, a raiva, o
rancor e o medo.
As pessoas são belas
dentro de suas carcaças amargas ou dentro de suas lindas fantasias.
O amor nos trás
esperança mesmo diante de fatalidades.
Ele nos estimula para
continuar a jornada, mesmo que ela seja dura, castigada ou sofrida.
O amor determina o
nosso modo de viver.
Então caro amigo!
Pergunte ao seu
interior, no sei intimo.
Que tipos de amor
conseguem expressar?
Em qual dos seus
preconceitos ele está preso de tal maneira que não é fácil para ti
demonstra-lo.
Quais de suas tiranas
regras implícitas barram no gesto, na palavra, na voz!
Porque não sai da
garganta com facilidade a simples palavra...
“Eu amo.”
Dizem que dar amor
para um animalzinho é mais fácil, porque ele não pode nos criticar, e como
somos muito críticos; temos medo.
Mas ter medo de dar
carinho!!!
_ È muito atroz!Perdemos
muito com isso, as pessoas vão embora, os bons momentos passam, o tempo
escoa-se...
Então ficamos calados
e sós...
No silêncio em que
vivemos, na caverna em que nos enfurnamos, são sós refúgios para não
enfrentarmos a realidade.
Assim vamos morrendo
aos pouquinhos.
Por que calamos os
nossos gritos de amor.
Onde está nossa
expressão de liberdade?
Grite !!!
“Eu amo”.
O seu coração ficara
mais brando, abrace o seu filho, beije o seu marido, fale, eu te amo pai, e
assim sucessivamente...
Só assim tiraras de
dentro de si todo o peso que vens trazendo de um longínquo passado.
O tempo está se
esgotando, estamos perdendo a poesia da vida, o som do universo, as cores do
arco-íres.
Por que não conseguimos
dizer...
“Eu te amo”.
Se for sogra, sou mãe
duas vezes.
Se for avó, triplico o
amor, mas também sou bisavó, e o meu amor é infinito com todos.
Não devo excluir
ninguém, pois todos os outros seres são a metade de mim.
Como então rejeitar o
pobre, o doente terminal, o drogado, o marginal.
Como posso apontar o
dedo acusador, se os outros dedos apontam para mim...
Como olhar num espelho
e não ver as minhas, as suas, desesperanças e suplicas.
Elas também fazem
parte de todos nós.
Nesta roda de indagações,
só no amor encontrei plenitude e força até para sofrer...
Passo horas observando
as pessoas.
Vejo como é delicioso
um afago nos cabelos, um simples beijo no rosto, ou andar de mãos dadas com
quem amamos.
Como são importantes as risadas que damos e as
histórias que escutamos.
Como é lindo observar
os jovens transformando-se, descobrindo-se e nos envelhecendo.
Isto tudo é mágico.
È amor.
Diante de contrastes
tão marcantes, dentro da dor, da miséria; descobrimos o poder do amor.
Passamos a enxergar de
uma maneira mais bonita; o velhinho que vagarosamente caminha ao nosso lado,
com sua pele que vai perdendo o viço, e seu corpo que vai modificando-se de tal
modo;
Que nos apaixonamos
novamente...
“Assim acontece o
milagre”.
Disse-me alguém muito
especial?
“O que é o milagre
para cada um de nós”.
Para uma mãe severa,
ele pode ser abrandar o coração; pode ser perdoar, entender as pessoas
radicais, pode ser mudança de comportamento, pode ser carinho expresso, abraços
entre amigos, olho no olho, ou um simples afago.
Pode ser chorar quando
for preciso, falar o que está preso no gogó. Pode ser gritar com a vida para
desabafar, chorar, sofrer e amar. Crescer, ser adulto, envelhecer e morrer.
Mudar de vida, ser rico ser pobre. Usar a criatividade para viver ou sorrir de
si mesmo.
Isto é milagre!
Em todas estas
situações existe a esperança, a fé, o amor.
Então porque não
acreditar na vida, na magia dos contos de fadas, e nos príncipes, agora velhos
e emagrecidos.
“Os anjos existem”.
O meu está sempre
comigo, cochichando em minha mente belos escritos, palavras de bondade ditas em
hora certa.
Ele está transformando-me em uma poetisa mística,
onde sou água moldando-me no recipiente em que for preciso.
Assim comparo o espírito de cada um, com as coisas mágicas que tem no
universo.
Assim aprendo como lidar com a dor.
Como se constrói uma mulher forte e como nos enfrentamos o mundo.
È fácil sobreviver sem um mundaréu de pequeninas coisas. Não é nada fácil
quando se trata de sentimentos do coração.
No entanto também morremos não só de doenças, mas também por deixarmos de
revelar o que sentimos.
Matamos a alma!
Neste momento de silêncio interior, escuto todos os anseios, todas as
suplicas caladas trancadas nos corações.
Mas sei, temos dentro da alma, um grande desejo de amor...
Em muitas destas entrevistas fiquei triste, em outras saí mais elevada
pelo amor divino que às vezes o ser humano deixa sair.
Voando alto ou baixo, os desejos são iguais.
Como sei que estou no meu momento de inspiração.
Vou escrever agora as historias dessas pessoas maravilhosas.
No entanto quero exercer a liberdade de ser
Maravilhosamente
Imperfeita...