FOFOS

FOFOS

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

QUAL É NOSSA REALIDADE






Qual é a nossa realidade!

A realidade é um sonho de uma criança que: modificam-se pelas desavenças, pelas doenças, pelas separações!

È a da menina ou menino sofrendo pela rua com fome e frio!

È a da criatura humana explorada, seviciada, ou é a da criança sorridente, brincando com seu animalzinho e feliz por ter pais.

Ou a esposa que sonha com segurança e filhos perfeitos e os perde sem mesmo entender o por que!

E o pai, (marido), que interrompe o sonho com a perda do emprego, por doença, por vicio!

E a mulher que se afunda na depressão quando o seu homem vai embora!

Ou o velho que teme o abandono e a solidão!

Mas apesar de todas as realidades eu acredito no amor!

Ele tem aparecido nas mais simples ou estranhas situações.

Não me refiro ao amor de dor de cotovelo, dor do abandono, tão comum em nossa vida.

Mais sim de momentos em que temos que enfrentar situações que nos fazem pensar.

“O quanto é solitário?”.

Sempre que um baque do destino coloca-nos na realidade do dia a dia.

Nesse dia usamos a força que nem sabíamos que tínhamos.

Como somos adultos não temos onde nos esconder.

Vi, este poder aparecer nos olhos molhados da menina que pergunta.

Por que tinha que acontecer isto?

Na angustia da esposa diante da própria impotência em amenizar a dor do amado.

Da mãe que sofre calada pela dor e com raiva até de Deus.

Vejo-a nos olhos dos irmãos, na aflição da impossibilidade.

Do pai que já velho sente nas costas o peso desta cobrança da vida.

Nos tios que reaparecem numa demonstração de carinho, nos primos que nos fazem favores e nos abençoados amigos.

Enfim nesta maravilhosa família que nos somos.

O amor esta em tudo, mesmo num grande momento de dor, de morte, de um parto ou de um acidente.

“A realidade esta ali”.

Nas atitudes destes personagens, vamos construindo a história.

Na dor onde a confraternização é maior que na felicidade.

Vamos descobrindo grandes verdades e destacando os mais fortes.

Nestas ocasiões surgem os bravos que estão lutando com a espada do amor contra inimigos tão poderosos.

‘Amor’!!!

Maravilhosa prova de coragem de resistência onde uma mulher desponta inteira, linda, segura e infinita!

Escolheu esta vida?

Provavelmente!

Mais sei que se encontrou dentro desta prova de amor e dor, e ensinou a muitos como ser forte, como lidar com a nossa fragilidade.

O amor tem muitos aspectos e muitas maneiras de podermos demonstrar.
 
 
Encontrei a minha escrevendo.

Se o leitor está compreendendo, é porque já sofreu por amor.

O amor dói, destrói, constrói, ele dá forças, responde as indagações, transmuta o ódio, a raiva, o rancor e o medo.

As pessoas são belas dentro de suas carcaças amargas ou dentro de suas lindas fantasias.

O amor nos trás esperança mesmo diante de fatalidades.

Ele nos estimula para continuar a jornada, mesmo que ela seja dura, castigada ou sofrida.

O amor determina o nosso modo de viver.

Então caro amigo!

Pergunte ao seu interior, no sei intimo.

Que tipos de amor conseguem expressar?

Em qual dos seus preconceitos ele está preso de tal maneira que não é fácil para ti demonstra-lo.

Quais de suas tiranas regras implícitas barram no gesto, na palavra, na voz!

Porque não sai da garganta com facilidade a simples palavra...






“Eu amo.”

Dizem que dar amor para um animalzinho é mais fácil, porque ele não pode nos criticar, e como somos muito críticos; temos medo.

Mas ter medo de dar carinho!!!

_ È muito atroz!Perdemos muito com isso, as pessoas vão embora, os bons momentos passam, o tempo escoa-se...

Então ficamos calados e sós...

No silêncio em que vivemos, na caverna em que nos enfurnamos, são sós refúgios para não enfrentarmos a realidade.

Assim vamos morrendo aos pouquinhos.

Por que calamos os nossos gritos de amor.

Onde está nossa expressão de liberdade?

Grite !!!

“Eu amo”.

O seu coração ficara mais brando, abrace o seu filho, beije o seu marido, fale, eu te amo pai, e assim sucessivamente...

Só assim tiraras de dentro de si todo o peso que vens trazendo de um longínquo passado.

O tempo está se esgotando, estamos perdendo a poesia da vida, o som do universo, as cores do arco-íres.

Por que não conseguimos dizer...

“Eu te amo”.

Se for sogra, sou mãe duas vezes.

Se for avó, triplico o amor, mas também sou bisavó, e o meu amor é infinito com todos.

Não devo excluir ninguém, pois todos os outros seres são a metade de mim.

Como então rejeitar o pobre, o doente terminal, o drogado, o marginal.

Como posso apontar o dedo acusador, se os outros dedos apontam para mim...

Como olhar num espelho e não ver as minhas, as suas, desesperanças e suplicas.

Elas também fazem parte de todos nós.

Nesta roda de indagações, só no amor encontrei plenitude e força até para sofrer...

Passo horas observando as pessoas.

Vejo como é delicioso um afago nos cabelos, um simples beijo no rosto, ou andar de mãos dadas com quem amamos.

 Como são importantes as risadas que damos e as histórias que escutamos.

Como é lindo observar os jovens transformando-se, descobrindo-se e nos envelhecendo.

Isto tudo é mágico.





È amor.

Diante de contrastes tão marcantes, dentro da dor, da miséria; descobrimos o poder do amor.

Passamos a enxergar de uma maneira mais bonita; o velhinho que vagarosamente caminha ao nosso lado, com sua pele que vai perdendo o viço, e seu corpo que vai modificando-se de tal modo;

Que nos apaixonamos novamente...

“Assim acontece o milagre”.

Disse-me alguém muito especial?

“O que é o milagre para cada um de nós”.

Para uma mãe severa, ele pode ser abrandar o coração; pode ser perdoar, entender as pessoas radicais, pode ser mudança de comportamento, pode ser carinho expresso, abraços entre amigos, olho no olho, ou um simples afago.

Pode ser chorar quando for preciso, falar o que está preso no gogó. Pode ser gritar com a vida para desabafar, chorar, sofrer e amar. Crescer, ser adulto, envelhecer e morrer. Mudar de vida, ser rico ser pobre. Usar a criatividade para viver ou sorrir de si mesmo.

Isto é milagre!

Em todas estas situações existe a esperança, a fé, o amor.

Então porque não acreditar na vida, na magia dos contos de fadas, e nos príncipes, agora velhos e emagrecidos.

“Os anjos existem”.

O meu está sempre comigo, cochichando em minha mente belos escritos, palavras de bondade ditas em hora certa.

Ele está transformando-me em uma poetisa mística,

onde sou água moldando-me no recipiente em que for preciso.

Assim comparo o espírito de cada um, com as coisas mágicas que tem no universo.

Assim aprendo como lidar com a dor.

Como se constrói uma mulher forte e como nos enfrentamos o mundo.

È fácil sobreviver sem um mundaréu de pequeninas coisas. Não é nada fácil quando se trata de sentimentos do coração.

No entanto também morremos não só de doenças, mas também por deixarmos de revelar o que sentimos.

Matamos a alma!

Neste momento de silêncio interior, escuto todos os anseios, todas as suplicas caladas trancadas  nos corações.

Mas sei, temos dentro da alma, um grande desejo de amor...

Em muitas destas entrevistas fiquei triste, em outras saí mais elevada pelo amor divino que às vezes o ser humano deixa sair.

Voando alto ou baixo, os desejos são iguais.

Como sei que estou no meu momento de inspiração.

Vou escrever agora as historias dessas pessoas maravilhosas.

No entanto quero exercer a liberdade de ser

Maravilhosamente

Imperfeita...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário